Histórico da pesquisa no Instituto Florestal
O
Instituto Florestal do Estado de São Paulo tem como missão
Proteger o Patrimônio Natural e Cultural, Pesquisando, Recuperando
e Manejando a Biodiversidade associados à instituição,
na perspectiva do desenvolvimento sustentável do Estado de São
Paulo.
Essa preocupação com a preservação data de
1886, com a Seção de Botânica e Meteorologia da Comissão
Geográfica e Geológica da Província de São
Paulo, que em 1911 passa a se chamar Serviço Florestal.
As pesquisas foram iniciadas já em 1897, logo após a desapropriação
de gleba pertencente ao engenho da Pedra Grande em 1896. Naquele ano construíram
as primeiras sementeiras de espécies florestais, cujo objetivo
foi de proteger amostras dos ecossistemas nacionais, assim como espécies
exóticas oriundas de vários países, entre os quais:
Índia, Austrália, Filipinas e Cuba. Neste período
destaca-se a atividade referente ao estudo botânico e sistemático
das essências florestais, bem como observações sobre
época de floração, frutificação, queda
das folhas e sua renovação tanto nos vegetais cultivados,
como nos espontâneos. Complementando essas atividades, foi montado
um posto meteorológico classificado posteriormente como Estação
Meteorológica nº 83.856.
Em 1909 começa a ser desenvolvido estudo sobre a flora dendrológica
visando gerar conhecimentos para a reconstituição das florestas
do Estado, o que demonstra a preocupação dos que estavam
à frente dos assuntos florestais. Em 1911 o Horto Botânico
e Florestal foi extinto surgindo o Serviço Florestal que passou
a cuidar especificamente da silvicultura. Neste período houve um
grande avanço na cultura do gênero Eucalyptus, o que o caracterizou
como pioneiro na sistematização dos plantios desse gênero
e posteriormente para a cultura de Pinus.
Como conseqüência, a Instituição inicia um programa
para obtenção de melhor qualidade de suas plantas servindo,
posteriormente, para implantação de programas de melhoramento
genético, testes de progênie, melhoria de qualidade e quantidade
de madeira e resinas (produtividade), bem como a produção
de sementes. Quanto às espécies nativas a luta institucional
têm sido, também, pela preservação da Flora
e da Fauna.
Aspectos e técnicas silviculturais como reprodução
por meio vegetativo; colheita, beneficiamento, armazenamento, germinação
e qualidade de sementes; processos de clonagem em espécies florestais;
também são focos de estudos.
As demandas industriais e de produção de energia das décadas
de 1950/60 levaram o Instituto Florestal a definir parâmetros à
introdução de essências produtoras de madeira com
fibra longa, como é o caso dos Pinus. Técnicas de desdobro,
métodos de secagem e tratamento de madeira também foram
estudados melhorando a produtividade e a qualidade do material produzido.
Atualmente, pomares de sementes e bancos clonais oferecem material com
ganho genético em produção de madeira e resina, superior
ao das sementes originais, sendo fonte para algumas regiões de
origem.
O Instituto Florestal vem prestando importantes serviços à
sociedade na área florestal, científica e ambiental, atendendo
a demanda conservacionista, sendo que a pesquisa veio na esteira das atividades
de produção e conservação, formando o trinômio
básico que ainda hoje dá sustentação política
e financeira ao Instituto.
Isso propiciou à Instituição atender às necessidades
da comunidade quanto ao repasse de tecnologia, ao fornecimento de produtos
e subprodutos florestais e ampliar as ofertas dos valores indiretos e
diretos que a floresta possa fornecer, propiciando também, o desenvolvimento
de projetos, cooperações e parcerias, nacionais e internacionais
com órgãos de ensino, pesquisa e desenvolvimento, sendo
colocado todo o processo de pesquisa à disposição
da comunidade, por meio de publicações especializadas.
Assim sendo, toda pesquisa desenvolvida nas Unidades do Instituto Florestal
é captada pela Comissão Técnico Científica
(COTEC) e aprovada pelo Conselho Técnico do Instituto, onde atualmente
se encontram registrados mais de 1.300 projetos de pesquisas nas diferentes
áreas de atuação, tais como: Fauna; Educação
Ambiental; Planejamento e Manejo de Florestas Implantadas; Planejamento
e Manejo de Áreas Silvestres; Melhoramento Genético; Geoprocessamento
e Inventário Florestal; Ecologia, Botânica e Sistemática
Vegetal; Levantamento, Mapeamento e Zoneamento do meio biofísico;
entre outras. |
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